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Vamos falar sobre Gestão de Pessoas?

Atualizado: Out 4

Pessoas são a razão pela qual Cristo morreu na cruz e o fez em obediência ao Pai.

O apóstolo João afirma que “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). De fato, Deus, sendo onipotente, onipresente e onisciente, bastava-se a si mesmo. No entanto, resolveu criar o homem para ter a quem demonstrar a sua essência, que é o amor.


As pessoas são o maior desafio para um líder porque são imponderáveis, difíceis de prever quanto ao comportamento porque reagem diferentemente às circunstâncias da vida. Por isso, é necessário estudar o comportamento humano no que tange às questões psicológicas, emocionais e, também, espirituais. Isso é importante até mesmo no trato com as pessoas que não professam nenhuma fé.


O rei Davi escreveu: “Quando admiro os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali estabeleceste, pergunto: Que é o homem para que com ele te importes? E o filho de Adão para que venhas visitá-lo? Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos e o coroaste de glória e de honra” (Sl 8.3-5).


Considero, também, que Deus dotou a cada pessoa com capacidades específicas e complementares. Assim, é nos relacionamentos humanos que as pessoas crescem. Há um provérbio que define isso muito bem: Assim com o ferro afia o próprio ferro, as pessoas aprendem umas com as outras” (Pv 27.17).


O gestor de pessoas precisa ter bem claro que quem gere pessoas gere uma equipe, mesmo que tenha apenas um colaborador; neste caso, ambos formam a equipe. Assim, deve levar em conta que a formação, a personalidade, a condição emocional, as habilidades e a espiritualidade são importantes para que a equipe atinja a eficácia.


Para que a gestão de pessoas seja efetiva, é necessário ao gestor liderar com propósitos e objetivos claros e trabalhe com uma visão clara e bem comunicável às pessoas de sua equipe para produzir alinhamento e mobilização. Para gerenciar e conduzir a equipe, precisa planejamento, organização e controle. E, para motivá-los, precisa definir claramente os valores, dar direção e envolvê-los na missão e trabalho. De alguma forma, há sempre um processo de mudança em andamento, e isso implica em alto grau de complexidade e necessidade canalizar as energias para que o trabalho seja sinérgico.


Isso posto, é preciso desenvolver habilidades pessoais de gestão para identificar dentre os estilos de liderança, qual é o mais adequado para cada situação: treinador, puxador, democrático, afiliativo, carismático ou coercitivo.


Na prática, a gestão de pessoas tem áreas específicas de atuação e ciclos de trabalho bem definidos para os quais são necessárias ferramentas técnicas específicas para o bom desempenho. É preciso ter metas objetivas e alcançáveis, mensuração de resultados, feedback individual e coletivo, e um plano de desenvolvimento pessoal para cada um.


É preciso alinhar as expectativas da pessoa com as da organização e trabalhar mudanças que se façam necessárias tanto ao indivíduo quanto ao projeto em desenvolvimento, lidar bem com as resistências e ter habilidade para harmonizar os conflitos. Esses aspectos são fundamentais para que o ambiente organizacional seja ótimo, as pessoas trabalhem com satisfação e os resultados sejam consistentemente superiores.


Pr Natanael Nascimento

Coordenador da Área de Gestão Ministerial

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