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Gestão Administrativa, Qual a sua relevância?

Atualizado: 7 de Out de 2021


A Gestão Administrativa já teve um lugar de destaque no mundo dos negócios. Com o surgimento de novas áreas e especializações, parece que se tornou algo percebido como genérico ao qual não se dá mais a devida importância. Pode ser visto como algo burocrático, mas não é.


Possui fundamental importância para qualquer instituição pois é responsável por coordenar os seus recursos administrativos e realizar as ações de apoio gerando eficiência no uso dos mesmos. Requer visão sistêmica, conhecimento em gestão de pessoas, gestão de processos, rotinas operacionais e um alto grau de organização.


O primeiro passo primordial para a gestão administrativa é a organização. A ela se sucedem o planejamento, a execução, os resultados e a eficácia. Não há como sequer planejar adequadamente se não houver organização eficiente de documentos e informações, sejam eles físicos ou digitais, pois geram relatórios gerenciais que são a base para a tomada de decisões.


A Gestão Administrativa dá segurança para toda a operação porque leva em conta aspectos contábeis, financeiros, a parte legal e trabalhista, integra os processos dessas áreas e implanta um modelo de gestão eficaz equilibrado para a organização.


As Escrituras fornecem fundamentos bíblicos indispensáveis para a Gestão Administrativa, tanto em princípios quanto em “cases” que trazem um aprendizado único sobre o que e como fazer e, também, sobre o que não fazer.


Logo, a Gestão Administrativa, é estratégica para qualquer organização que queira resultados consistentes e sustentáveis no longo prazo, que não queira apenas aproveitar uma oportunidade momentânea de mercado para depois vendê-la.


A Gestão Administrativa contribui para a integridade corporativa, pois mantém controles sobre a veracidade e qualidade das áreas afins, mantendo equilíbrio entre custo e benefício para a organização e para o cliente. Por isso, é ótima aliada das áreas de patrimônio, auditoria, compliance, jurídico, atendimento ao cliente e ouvidoria.


A Gestão Administrativa em organizações eclesiásticas desempenha um papel fundamental para o desenvolvimento dos ministérios, para o envolvimento das pessoas-dons, para os pastores e para a diretoria. É responsável pelo patrimônio, pela organização das informações de forma sistêmica para gerar informações aos gestores de cada ministério, aos diretores e aos pastores. Essas informações em forma de relatório são preciosas para a tomada de decisões dos gestores de maneira a facilitar grandemente as ações de evangelização, ensino, serviço, comunhão e adoração, bem como o financeiro, a secretaria e o planejamento.


Embora pareça lidar mais com números e metas, a Gestão Administrativa leva em conta as pessoas e suas expectativas, tanto da direção da organização quanto de cada ministério ou área, porque sabe que contribuir para o bom clima organizacional produz colaboradores mais satisfeitos e produtivos.


No começo do século XX, Henri Fayol destacou 14 fundamentos para a Gestão Administrativa: divisão de trabalho, autoridade e responsabilidade, unidade de comando, unidade de direção, disciplina, prevalência dos interesses gerais, remuneração, centralização e descentralização, hierarquia, ordem, equidade, estabilidade, iniciativa e espírito de equipe. Esses fundamentos ainda perduram e, como era de se esperar, algumas habilidades como adaptabilidade e liderança situacional são requisitos para quem atua nessa posição.


Pr Natanael Nascimento

Coordenador da Área de Gestão Ministerial